Um ano após a inauguração, BYD Camaçari entra na reta final de soldagem e pintura e já tem 9 mil empregados
No primeiro aniversário da fábrica de Camaçari (BA), a BYD chegou à etapa mais importante para deixar de ser uma montadora de kits importados: os galpões de soldagem e pintura estão com as obras civis concluídas e em fase final de testes operacionais. Para operá-los, a empresa já contratou mais de 1.100 profissionais, que estão em treinamento e vão formar as primeiras equipes dedicadas às novas estruturas.
Em paralelo, o galpão de estamparia, que completa a cadeia de produção da carroceria, está em estágio avançado de construção. Com as três etapas prontas, a BYD mantém a meta de nacionalizar a produção até o início de 2027. Em setembro, contamos aqui que os testes nessas áreas estavam começando; agora elas estão na reta final.

"O mercado tradicional dizia que a BYD no Brasil seria apenas uma montadora de peças importadas e que a eletrificação demoraria décadas para virar realidade em escala nacional. Estavam completamente enganados", afirma Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil. Segundo ele, em um ano a fábrica colocou mais de 130 mil carros nas ruas e gerou mais de 9 mil empregos diretos. Até o fim de 2026, serão contratados outros 500 funcionários para soldagem, estamparia e pintura.
De 1 mil a 9 mil empregos em um ano
O complexo já tem 9 mil funcionários diretos, 90% deles baianos, e a BYD se tornou o segundo maior empregador industrial da Bahia. A curva de contratações dá a dimensão do ritmo:
| Tempo de operação | Funcionários diretos |
|---|---|
| 60 dias | 1 mil |
| 6 meses depois | 3 mil |
| 250 dias | 5,5 mil |
| 1 ano | 9 mil |
| Meta para o fim de 2026 | 10 mil |
A fábrica começou com um turno, passou para dois no primeiro trimestre deste ano e se prepara para o terceiro ainda em 2026. Em plena operação, o projeto prevê até 20 mil empregos diretos e indiretos.
Capacidade dobra para 300 mil carros por ano
Hoje, Camaçari produz Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2, com capacidade de 150 mil veículos por ano. O próximo patamar é de 300 mil, e a meta de longo prazo anunciada por Wang Chuanfu, CEO global da BYD, é chegar a 600 mil carros por ano, atendendo o mercado brasileiro e exportações. O complexo ocupa 4,65 milhões de metros quadrados, é o maior da BYD fora da China e soma investimento de R$ 5,5 bilhões.
A nacionalização tem peso direto no preço: desde julho, elétricos e híbridos importados pagam 35% de imposto de importação. A produção local também sustenta o ritmo comercial da marca, que bateu recorde em agosto e encostou no terceiro lugar do mercado, e que já tinha passado de 100 mil carros produzidos na Bahia.
Fonte: BYD do Brasil. Fotos: divulgação BYD.




















