Pular para o conteúdo
Notícias· 19 de agosto de 2026

Um ano da fábrica da GWM em Iracemápolis: 15 mil veículos produzidos e 1.800 empregos

Um ano depois de cortar a fita em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a GWM fecha o primeiro ciclo da sua fábrica brasileira com números que explicam a arrancada da marca no país: mais de 15 mil veículos produzidos até agosto, previsão de chegar a dezembro com 32 mil unidades e um quadro que triplicou — de cerca de 600 para mais de 1.800 colaboradores.

Inaugurada em 15 de agosto de 2025, a planta foi a primeira da montadora chinesa nas Américas e a terceira base mundial da empresa com capacidade de produção completa fora da China. Ela integra o plano de investimentos de R$ 10 bilhões em dez anos no Brasil.

Equipe da GWM reunida na linha de montagem diante da placa 1ª Fábrica da GWM Brasil: produção nacional, padrão global
A inauguração da planta, em agosto de 2025: primeira fábrica da GWM nas Américas (foto: divulgação GWM)
Fábrica de Iracemápolis Número
Produção jan–ago/2026+15.000 veículos
Previsão até dezembro32.000 veículos
Capacidade instalada50.000 veículos/ano
Colaboradores+1.800 (eram ~600)
Área total1,2 milhão de m²
Área construída94 mil m²
Investimento no BrasilR$ 10 bilhões em 10 anos

Produção "peça por peça", não CKD

A planta opera no sistema Part by Part (peça por peça), mais avançado que os modelos CKD e SKD usados por boa parte das marcas importadoras. Na prática, isso significa fabricar de verdade — e permitir aumento gradual do conteúdo nacional, com desenvolvimento de fornecedores locais.

Hoje a fábrica realiza internamente todas as etapas principais: na área de carroceria, as estruturas passam por soldagem robotizada; depois seguem para uma linha de pintura também robotizada, com tratamento de superfície, eletrodeposição (E-coat), primer, base e verniz. Após a montagem final, 100% dos veículos passam por testes individuais e inspeção de qualidade antes de ir para as concessionárias.

Colaboradora da GWM trabalhando na linha de carroceria da fábrica de Iracemápolis, com carroceria branca ao fundo
O quadro saltou de cerca de 600 para mais de 1.800 pessoas em um ano (foto: divulgação GWM)

O que sai da linha em Iracemápolis

A fábrica produz toda a linha híbrida flex Haval H6 — nas versões HEV, PHEV19, PHEV35 e GT —, além de dois modelos a diesel: a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9. Recentemente, a unidade passou a montar também a Poer P30 Pro, nova versão da picape.

A evolução foi rápida: a produção começou em setembro de 2025, ganhou as versões flex ao longo do caminho, expandiu a linha de montagem e, com a entrada do terceiro turno em abril, ganhou o fôlego que sustenta a projeção de 32 mil unidades no ano.

Cabines de picape Poer P30 na linha de montagem da fábrica da GWM, movimentadas por manipuladores robóticos laranja
Linha de montagem: além do Haval H6 Flex, saem daqui a Poer P30 e o Haval H9 (foto: divulgação GWM)

A fábrica no ritmo das vendas

O amadurecimento industrial acompanha o momento comercial da marca. Em julho, a GWM bateu seu recorde mensal com mais de 9.200 emplacamentos e entrou no Top 8 do mercado, com o Haval H9 retomando a liderança dos SUVs grandes e a família H6 entre os híbridos mais vendidos do país.

"O primeiro ano da fábrica representa muito mais do que a consolidação de uma operação industrial. Construímos processos, desenvolvemos pessoas, fortalecemos nossa cultura de qualidade e criamos uma base preparada para sustentar o crescimento da GWM no Brasil", afirma Marcio Alfonso, diretor de Produção da GWM Brasil.

Com capacidade instalada para 50 mil veículos por ano, a unidade foi concebida como a primeira base industrial da GWM na América Latina — e é hoje um dos investimentos mais relevantes da indústria automotiva brasileira recente, num movimento que se repete com a BYD na Bahia e vem redesenhando o mapa da produção nacional.

Fonte: GWM Brasil. Fotos: divulgação GWM.

Mais publicações

Continue navegando

YouTube

Vídeos do canal