Um ano da fábrica da GWM em Iracemápolis: 15 mil veículos produzidos e 1.800 empregos
Um ano depois de cortar a fita em Iracemápolis, no interior de São Paulo, a GWM fecha o primeiro ciclo da sua fábrica brasileira com números que explicam a arrancada da marca no país: mais de 15 mil veículos produzidos até agosto, previsão de chegar a dezembro com 32 mil unidades e um quadro que triplicou — de cerca de 600 para mais de 1.800 colaboradores.
Inaugurada em 15 de agosto de 2025, a planta foi a primeira da montadora chinesa nas Américas e a terceira base mundial da empresa com capacidade de produção completa fora da China. Ela integra o plano de investimentos de R$ 10 bilhões em dez anos no Brasil.

| Fábrica de Iracemápolis | Número |
|---|---|
| Produção jan–ago/2026 | +15.000 veículos |
| Previsão até dezembro | 32.000 veículos |
| Capacidade instalada | 50.000 veículos/ano |
| Colaboradores | +1.800 (eram ~600) |
| Área total | 1,2 milhão de m² |
| Área construída | 94 mil m² |
| Investimento no Brasil | R$ 10 bilhões em 10 anos |
Produção "peça por peça", não CKD
A planta opera no sistema Part by Part (peça por peça), mais avançado que os modelos CKD e SKD usados por boa parte das marcas importadoras. Na prática, isso significa fabricar de verdade — e permitir aumento gradual do conteúdo nacional, com desenvolvimento de fornecedores locais.
Hoje a fábrica realiza internamente todas as etapas principais: na área de carroceria, as estruturas passam por soldagem robotizada; depois seguem para uma linha de pintura também robotizada, com tratamento de superfície, eletrodeposição (E-coat), primer, base e verniz. Após a montagem final, 100% dos veículos passam por testes individuais e inspeção de qualidade antes de ir para as concessionárias.

O que sai da linha em Iracemápolis
A fábrica produz toda a linha híbrida flex Haval H6 — nas versões HEV, PHEV19, PHEV35 e GT —, além de dois modelos a diesel: a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9. Recentemente, a unidade passou a montar também a Poer P30 Pro, nova versão da picape.
A evolução foi rápida: a produção começou em setembro de 2025, ganhou as versões flex ao longo do caminho, expandiu a linha de montagem e, com a entrada do terceiro turno em abril, ganhou o fôlego que sustenta a projeção de 32 mil unidades no ano.

A fábrica no ritmo das vendas
O amadurecimento industrial acompanha o momento comercial da marca. Em julho, a GWM bateu seu recorde mensal com mais de 9.200 emplacamentos e entrou no Top 8 do mercado, com o Haval H9 retomando a liderança dos SUVs grandes e a família H6 entre os híbridos mais vendidos do país.
"O primeiro ano da fábrica representa muito mais do que a consolidação de uma operação industrial. Construímos processos, desenvolvemos pessoas, fortalecemos nossa cultura de qualidade e criamos uma base preparada para sustentar o crescimento da GWM no Brasil", afirma Marcio Alfonso, diretor de Produção da GWM Brasil.
Com capacidade instalada para 50 mil veículos por ano, a unidade foi concebida como a primeira base industrial da GWM na América Latina — e é hoje um dos investimentos mais relevantes da indústria automotiva brasileira recente, num movimento que se repete com a BYD na Bahia e vem redesenhando o mapa da produção nacional.
Fonte: GWM Brasil. Fotos: divulgação GWM.




















