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Notícias· 29 de maio de 2026

BYD confirma God's Eye e chip XUANJI A3 no Brasil a partir de 2027

A BYD confirmou que o sistema de assistência à condução God's Eye e o processador automotivo XUANJI A3 chegarão ao Brasil a partir de 2027. O anúncio foi feito durante um evento na sede da empresa em Shenzhen, na China, no dia 29 de maio de 2026, e inclui ainda uma garantia inédita de cobertura de danos em situações de condução autônoma urbana.

A notícia interessa diretamente ao mercado brasileiro porque a BYD já opera uma fábrica de veículos de passeio em Camaçari (BA) e ultrapassou 200 mil carros em circulação no país em 2025. A chegada do God's Eye representa a próxima camada tecnológica dessa expansão — não apenas mais assistência ao motorista, mas um sistema com garantia financeira atrelada ao funcionamento correto do autopiloto urbano, algo que nenhuma outra montadora oferece hoje no mundo.

Garantia de danos em condução autônoma

A novidade mais relevante do anúncio é a apólice de cobertura total de danos associada à função de navegação autônoma urbana (NOA — Navigate on Autopilot). Com validade de um ano, ela se aplica tanto a compradores novos quanto a proprietários que atualizarem para a versão 5.0 do God's Eye. Se o veículo for responsabilizado legalmente por um acidente enquanto o sistema estiver ativo e operado corretamente, a BYD assume todas as perdas financeiras.

A empresa já oferecia cobertura similar para a função de estacionamento inteligente. Com a extensão ao NOA, torna-se a primeira montadora global a garantir dois modos de assistência autônoma em uma mesma apólice.

A base para assumir esse compromisso são os números da frota conectada: mais de 3,15 milhões de carros com assistência inteligente em circulação na China, registrando mais de 200 milhões de quilômetros por dia. Esse volume alimenta os algoritmos e, segundo a BYD, reduz progressivamente a margem de erro do sistema.

Chip XUANJI A3: o primeiro SoC automotivo chinês de 4 nm

No campo de hardware, a BYD apresentou o XUANJI A3, descrito como o primeiro processador automotivo (System on Chip) focado em direção autônoma com arquitetura de 4 nanômetros desenvolvido na China. O chip já está em produção em massa.

  • Capacidade de processamento: mais de 2.100 TOPS em configuração com três chips agrupados
  • Compatível nativamente com direção autônoma de níveis L3 e L4
  • Consumo de energia 20% menor em relação a componentes equivalentes disponíveis no mercado
  • Quando combinado com os algoritmos próprios da BYD, dobra o aproveitamento computacional do veículo

O processador trabalha junto com a arquitetura XUANJI 2.0, que inclui rede de sensores via satélite, atualização contínua de base de dados a partir de cenários reais e melhorias no modelo de inteligência artificial embarcada.

God's Eye para toda a linha — incluindo versão com LiDAR

Outro ponto do anúncio é a expansão do God's Eye ao portfólio completo da marca. A partir de agora, qualquer modelo BYD pode ser equipado, de forma opcional, com a versão God's Eye-B com sensor LiDAR — tecnologia que antes ficava restrita a modelos de faixas de preço mais altas.

Na cabine, o painel DiLink AI ganha um assistente virtual com execução proativa de comandos de voz e capacidade de raciocínio contextual, integrando as funções de navegação, conectividade e controle do veículo.

Chegada ao Brasil em 2027

A confirmação para o Brasil foi dada por Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD e CEO da BYD Américas e Europa, a um grupo de jornalistas e convidados brasileiros presentes no evento. Segundo a executiva, o centro de inovação e P&D que a BYD mantém no Rio de Janeiro terá papel direto na adaptação e introdução dessas tecnologias no país.

Datas exatas de lançamento por modelo, preços e quais versões virão equipadas de série ou como opcional ainda não foram divulgados. Essas informações devem ser detalhadas ao longo de 2026 e início de 2027, conforme a BYD aproxima o calendário de chegada ao Brasil.

A estratégia lembra o que a empresa fez com a bateria Blade quando a eletrificação avançava: ancorar a confiança do consumidor em uma garantia concreta, não apenas em promessas técnicas. Agora o mesmo movimento se repete, desta vez para convencer o mercado de que a condução autônoma já tem maturidade suficiente para vir acompanhada de responsabilidade financeira.

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